E o Ben Self do Obama me deu razão

Postado em 20/05/2009

Dia desses entrei numa acalorada discussão sobre internet com um dos caras que mais admiro neste mercado. E ousei mencionar que o e-mail marketing é uma das duas ferramentas contratáveis na internet que fazem o fone tocar e a caixa registradora tilintar. E que o e-mail marketing é a única promocional que faz a grana entrar em 24 hs de forma realmente violenta. Quase fui digitalmente crucificado. Mas eu não estava chutando. Estava citando o relatório da E-bit, sobre a origem das vendas on line. Em toda a pizza da E-bit só havia as duas ferramentas, Busca e e-mail marketing. E as duas, nesta ordem, eram as principais origens de venda on line. Seguidas depois de revista, TV, rádio, site e etc. Então foi com grata surpresa que li hoje a notícia do IDG Now, “Web 2.0? Ferramenta mais importante na campanha online de Obama foi e-mail” . Nela, descobrimos que ontem em São Paulo Ben Self se confessou surpreso ao perceber, que apesar de utilizar diversas ferramentas como You Tube, Redes Sociais e etc, o e-mail marketing foi responsável por 2/3 da arrecadação on line da campanha de Barack Obama. Dois Terços galera, dois terços. Não deveria ser surpresa. Tenho repetido Brasil afora em palestras e por escrito que a matemática é simples. Com todo mundo on line (no Brasil já somos 62 milhões) é preciso entender que o e-mail segue sendo a âncora, o gateway do internauta. Nas empresas é através do e-mail que circula todo o trabalho produtivo. Então são 8hs no mínimo com o Outlook aberto checando a caixa postal. É óbvio que uma comunicação por este meio tem pronta visualização e resposta. Se bem feita. Relevante. Ben Self e a Blue State Digital tinham público pertinente e tinham conteúdo quente, 2 pré-requisitos para o resultado do e-mail marketing. Mais do que isso a situação toda (o puxão de orelha que levei e minha salvação via Ben Self) ilustra o que mais tem me preocupado. A falta de atenção de empresas e agências à esta poderosa ferramenta de comunicação, que pode tanto encher a caixa registradora quanto detonar a marca. As agências, em sua maioria, não recomendam o e-mail marketing, o fazem por demanda do cliente. E assim, não exploram todas as possibilidades de resultado do e-mail. E as empresas, discriminam o e-mail marketing. E com isso, com freqüência, o deixam na mão de setores errados, como o comercial por exemplo. Enquanto todo o resto da comunicação está no departamento de promoção e/ou marketing. Com este depoimento e com a iminente criação do Conselho Superior de E-mail Marketing no Brasil, e seu conselho de ética ficamos todos na expectativa. De que a cultura a respeito do e-mail marketing avance, ajudando empresas e suas marcas. Quanto ao meu colega de mercado ? Minha admiração por ele não reduziu em nada. Eu entendo. Ele justamente comparava o e-mail marketing com N ferramentas que se aplicam hoje à presença on line de empresas. E de fato, elas são de extrema relevância. Mas não na área promocional, como é o e-mail marketing. Aí ele é IMBATÍVEL. E antes de tudo admiro meu colega pelo debate. E tenho dito! Ou melhor, e Ben Self disse!! By Obama results...

 

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